Chats To Luel <3
Aqui estão histórias e chats inspirados nos nossos sonhos, de nos sentirmos mais próximos do nosso príncipe. Venha sonhar também.
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C4-pacitada©
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"E agora não tem quem arranque
Você de dentro do meu coração
Você é minha fantasia, meu sonho lindo, minha ilusão
Eu esperei a hora que eu pudesse te dizer
O meu destino é pra sempre amar você”
#meudestino #luansantana


Há dois anos fui aconselhada a fazer um tumblr só para chats. Eram chats bem curtos, imaturos, de uma mente que tinha muitas historias mas tinha vergonha de colocar num papel. Mas com o incentivo das poucas que me seguiam eu fiz esse tumblr e hoje to aqui com todas vocês.
Obrigada a todos que me acompanharam desde la. E muuuito obrigada a vcs que me incentivaram desde o comecinho… Nath, Nic, Vandy, Dani… leitoras que se tornaram amigas.
#2anos #chatstoluel #LuanSantana


PRINCESA DE SAL - PARTE 7

  • Eu nunca tinha usado uma arma, nao em ninguem. Sabia manusear bem. Ele pareceu assustado mas nao tinha tempo pra mais nada.
  • Eu: só mostra confiança. Eles só tem uma arma.
  • Luan: quer o dinheiro so pra você?
  • Eu: eu to tentando salvar você. E tem que ser agora. Vem.
  • Sai do quarto com Luan e eles param de brigar.
  • Bil: que isso?
  • Gael: ele ta solto.
  • Eu aponto a arma pra eles.
  • Eu: a gente vai sair daqui.
  • Gael pega a arma dele e aponta pra Luan. Luan meio nervoso aponta a arma dele.
  • Bil: é minha arma. Sua traidora. Cê me paga.
  • Entro na frente protegendo Luan e andamos em sicronia ate a saida.
  • Eu: agora correr.
  • Luan: pra onde?
  • Eu: nao sei. Mas ta escuro e no meio desse matal nao tem como achar a gente.
  • Pego na mao dele e puxo. Corremos ate perder o folego e nao ver mais a casa.
  • Eu: nao sei onde estamos, nem como voltar pra casa, mas ta livre.
  • Luan: por que isso?
  • Eu: o que? O sequestro?
  • Luan: tudo. Quem é você de fato?
  • Eu: nem eu sei. Nada que eu disser vai fazer você mudar de opniao sobre mim.
  • Escuto a sirene.
  • Luan: é a policia.
  • Eu: devem ter vindo atras de você.
  • Luan: eles vao te pegar.
  • Eu: você se preocupa comigo?
  • Luan: deveria?
  • Eu: eles nao podem fazer nada ainda sou de menor.
  • Luan: cê disse que...
  • Eu: vai Luan. A qualquer momento Bil e Gael podem chegar aqui.
  • Luan: eles devem fugir quando escutar a policia.
  • Estavamos sentados frente a frente bem perto um do outro. Nao resisti e o beijei. Ele pareceu regeitar de inicio mas depois me beijou. Nao era hora muito menos lugar mas provavelmente fosse nosso ultimo encontro. Pensei que ele teria raiva e nojo de mim, nao sei bem o que ele sentia naquele momento só desejo de homem ou tinha algum resquicio de sentimento. O som da sirene estava proximo denunciando que a qualquer momento eles estariam ali, isso fez a gente se afastar.
  • Eu: preciso ir. Desculpa por tudo.
  • Luan: se cuida.
  • Corri pra um lado e Luan pro outro. Nao consegui ir muito longe meu pensamento tava nele, se ele tinha encontrado a policia e agora tava seguro. E outra, não conseguia parar de pensar no beijo e naquelas pegadas. Eu criei um pouco de esperança. Eu precisa me apegar em algo pra poder viver, minha vida agora tava perdida, sem grana, sem casa e sem ter em quem confiar.
  • Mas um barulho interrompeu meus pensamentos e me fez correr mais rapido mas agora pra onde Luan tinha ido.
  • Eram tiros. Nao sei se da policia pra cima de Gael e Bil ou eles dispararam em direçao a Luan. Eu sei que o mais seguro era ir pra longe dali, mas como sem saber se ele estava bem.
  • No meio a escuridão e tamanha correria nao consegui parar quando vi aquele corpo correndo em minha direçao, ele apareceu do nada, foi uma trombada muito forte, quase cai mas ele me segurou.
  • Luan: nao é policia. Corre.
  • Eu: quem é?
  • Luan: num sei.
  • Ele pegou em minha mao e corremos em direçao contraria aos tiros e a casa onde estavamos. Nao falamos nada, poupamos o folego. Eu ja tava muito cansada, com fome, nao aguentava mais.
  • Luan: por que parou?
  • Eu: vamos correr ate onde?
  • Luan: vao pegar a gente.
  • Eu: vai. Se protege.
  • Luan: e você?
  • Eu: nao consigo mais.
  • Minha respiraçao era curta.
  • Luan: nao vou te deixar sozinha aqui.
  • Eu: por que?
  • Luan: cê me salvou num foi?
  • Eu: e agora quer ser pego por nao sei quem. Vai embora.
  • Luan: nao sem você.
  • Respiro fundo e me levanto.
  • Eu: nao consigo correr. To tonta.
  • Luan: a gente anda devagarzinho.
  • Dei mais alguns passos e nao vi mais nada. Acordei com o sol no meu rosto. Olhei assustada, a gente tava ali no meio do nada. E pra meu espanto Luan ainda tava ali.
  • Me aproximei mais dele pra ver aquele rostinho, mas ele acordou.
  • Luan: a gente precisa ir.
  • Eu: o que aconteceu?
  • Luan: você desmaiou e eu nao conseguia levar você.
  • Eu: ta sentindo o cheiro? Tem alguma padaria por aqui. Fica aqui que vou buscar comida.
  • Luan: nao. Eu vou buscar ajuda. Adeus.
  • Que estupida em pensar que ele ficaria comigo, que iria me levar pra um lugar seguro e logico que ele iria querer que eu ficasse longe dele.
  • Deixe ele ir, passou um tempo e fui tentar conseguir algo naquela padaria. Eu nao tinha um 1real, so uma arma no bolso e um buraco na barriga de tanta fome, eu ia pedir mas se nao me dessem eu sabia que nao era certo mais ia roubar aquela padaria.
  • Quando chego la quem encontro? LUAN. Ele tava comendo um belo misto com um suco de laranja.
  • Eu: moço me da um.
  • O dono da padaria quis me explusar dali. Luan ficou sem reaçao. Juro que foi a fome que nao me fazia raciocinar. Apontei a arma pra Luan.
  • Eu: nao vou machucar ninguem. Passa o dinheiro do caixa, e você ( me referindo a Luan) coloca bolo, suco e pao numa sacola.
  • Quando ja ia saindo escuto a sirene novamente. Devia ser a policia que veio buscar Luan. Como eu ia sair dali?
  • Eu: tem saida pelos fundos?
  • O padeiro afirmou que sim.
  • Coloquei a arma nas costas de Luan e sai com ele sendo meu colete humano.
  • Eu: desculpa mais uma vez. Mas cê sabe que tava com fome
  • Luan: cê é pior que pensei.
  • Eu: eu pedi, o homem ia me expulsar e você nao fez nada. É facil pra você, tava la comendo e agora a policia ta ai pra te levar pra casa.
  • Nem deixei ele responder e sai correndo antes que a policia me visse. Fiquei escondida ali perto. Enquanto comia vi Luan sendo abraçado pelo um homem que acho ser o pai dele e depois irem embora em um carro escoltado pela policia.
  • Nao sabia o que fazer, nem pra onde ir. Mas ali nao podia ficar. Acho que nao tinha minha cara estampada por ai de procurada. Entao resolvi pedir carona. Apesar de ta toda cansada, suja e assanhanda, minha carinha de anjo ia me tirar dali.
  • Peguei carona com um caminhoneiro que ia pra longe. Assim pude descansar enquanto decidia o que fazer da vida.
  • - enquanto isso-
  • Luan: pai por que nao pagaram?
  • Amarildo: muita coisa aconteceu nesses dias. O que importa é que cê ta bem.
  • Luan: o que vai ser deles?
  • Amarildo: eles sao muito perigosos. Mas nao se preocupe agora vai ficar tudo bem. Meus dois filhos em segurança é o que importa de verdade.
  • Luan: como assim? Aconteceu alguma coisa com a Bruna?
  • Amarildo: agora ela ta bem
  • Quando chegar em casa te explico.
  • Todos ficaram felizes e aliviados quando ele chegou em casa.
  • Samuel: Luan sei que ta cansado e que sua familia que ficar com você, mas ainda hoje eu volto pra pegar seu depoimento.
  • Depois de um banho e comer ele contou pra familia tudo que aconteceu agora queria saber o que era que tinha acontecido em casa.
  • Bruna: quando você ligou eu tava na casa de uma amiga e ninguem me disse nada. Logo cedo papai me ligou pra vir pra casa, antes de entrar no condominio tinha um carro aqui, uma mulher saiu chorando e veio pra cima do taxi que eu tava. Eu sai preocupada ela falava de você. Quando dei por mim ela me pegou e tive que entrar no carro.
  • Luan: te sequestraram tambem?
  • Amarildo: mas eles não queriam dinheiro. Eles queriam que a gente nao pagasse seu sequestro. Nessa hora a policia ja tava com a gente e aconselhou segurar ao maximo a negociacao com os seus sequestradores ate eles localizarem você. Ontem a noite a gente conseguiu localizar a policia foi ate la mas os sequestradores de Bruna tambem foram acho que acertaram as contas só sei que soltaram vocês.
  • Luan: entao quando escutamos a sirene era mesmo a policia mas quem disparou os tiros foi esse pessoal. Quem sao eles?
  • Amarildo: pelo que os policiares descobriram eles eram um grupo grande de traficantes só que esses que te sequestraram tiveram esse plano a parte. E eles nao queriam deixar barato.
  • Luan: traficante?
  • Bruna: nao entendi nada com relaçao a (seu nome). Ela foi usada ou ela faz parte da gangue?
  • Luan: num sei.
  • Amarildo: é claro que faz parte. Luan cê deve ter ficado com sindrome de estocolmo.
  • Continuuua

PRINCESA DE SAL - PARTE 6

  • O que mais eu nao sabia? Bil por tras de tudo, Gael um drogado e ainda mais a fim de mim. Como alguem pode gostar de outro e entregar ela de bandeja pra outros todas as noites?
  • Luan acorda meio atordoado. Ja que nao podia ajuda-lo nem falar a verdade, achei melhor que ele nao me visse.
  • Bil: vai la. Fala pra ele ligar pra casa.
  • Eu: eu? A ultima pessoa que ele quer ver agora sou eu.
  • Bil: tem razao.
  • Gael: eu vou.
  • Fiquei escutando.
  • Gael: ei playboy liga pra casa e fala so o que eu vou dizer.
  • Luan ainda tava atordoado e Gael não tava nada paciente pegando ele pelo pescoço.
  • Gael: ei rapaz.
  • Eu: assim cê nao vai conseguir nada, nao ta vendo que ele nao acordou direito. - interferi antes que Gael batesse nele.
  • Luan sussurrava: (seu nome)
  • Eu: oi.
  • Gael: acaba logo com isso. Vem.
  • Eu: sai daqui Gael. Biiil.
  • Bil: oi.
  • Eu: querem que eu participe. Okay! Mas vai ser do meu jeito. Eu cuido dele e vocês confiam em mim. E ai, topam?
  • Bil: era o plano original mesmo. Mas to de olho. Vem Gael.
  • Me abaixei e tentei pegar Luan pra colocar ele na cama.
  • Eu: me ajuda. Se apoia.
  • Luan: que aconteceu?
  • Eu: você foi sequestrado mas nao vai acontecer nada com você é só ligar pra sua familia e pedir 30 milhoes.
  • Luan: que?
  • Eu: eu sei parece loucura e muito dinheiro. Mas eles nao sao experientes e isso tem dois lados. Um é que eles só querem a grana e vao aceitar qualquer negociaçao o lado ruim é que eles nao tem nada a perder e podem perder a cabeça e as coisas sairem do controle entao colabora.
  • Luan: Tão fria. Nem parece aquela menina doce e confusa.
  • Eu: era tudo um plano. Agora liga logo.
  • Ele liga e fala rapido. Bil toma o celular e reforça que queremos o dinheiro em troca do Luan ao amanhecer. Mas as coisas nao saem como ele planejou e ele joga o celular longe.
  • Eu: que foi?
  • Bil: eles nao vao pagar. Como assim? O dinheiro é seu.
  • Luan: eles nao vao ceder assim.
  • Bil: mas deveriam.
  • Bil aponta a arma pra Luan.
  • Eu me desespero e entro na frente.
  • Bil: sai (seu nome). Esse ai ta pensando ser quem? So bastava ele dizer que era pra pagar e eles iam pagar.
  • Luan: as coisas nao sao assim. Acha que tenho 30 milhoes em casa.
  • Eu: calma Bil cê deve ter entendido errado. Eles devem pagar só nao agora. A gente liga mais tarde. Vamo pensar tudo com calma. Nao tivemos tempo de planejar.
  • Bil coloca a arma na minha testa.
  • Bil: se tiver brincando eu nao vou lembrar quem você é.
  • Luan: deixa ela.
  • Eu: cala a boca Luan eu sei me defender. Bil acha mesmo que to de brincadeira? Quero esse dinheiro tanto quanto você.
  • Cada palavra que eu dizia Luan ficava mais decepicionado comigo mas Bil confiava mais em mim.
  • Bil: cê tem razão. Pensei que seria mais facil.
  • Gael: tao amadores discutindo na frente do sequestrado.
  • Eu: daqui a pouco amanhece e ninguem aqui dormiu.
  • Gael: acha mesmo que vou dormir e deixar você com esse ai?
  • Eu: entao fica acordado enquanto eu e Bil dormimos.
  • Bil gosta da ideia.
  • Só tinha um quarto na casa e uma cama de solteiro.
  • Bil: cai fora.
  • Luan nao tinha muito apoio por ta amarrado e acaba caindo. Bil se esparrama na cama sem deixar outra alternativa pra mim ao nao ser o chao. Gael vai pra uma cozinha, o outro e unico comodo da casa.
  • Luan tava num canto do quarto e eu deitei no outro. Eu sentia o olhar dele em mim. Ate podia ler o que passava no pensamento dele " qual é a dela? Sera tudo um plano mesmo? Ou sera que tao usando ela? Ela parece confusa, inexperiente. Ela pareceu tao fragil, mas agora ja nao sei mais nada."
  • Tava cansada e acabei dormindo. Ele tava tao assustado que nem dormiu. Acordei com a discussao de Bil e Gael. Só tava eu e Luan no quarto, olhei pra ele e ele me olhou com raiva.
  • Eu: confia em mim.
  • Luan: ta dificil.
  • Eu: vou te tirar dessa. Mas vai me prometer deixar eu ir.
  • Luan: por que?
  • Eu: nao era pra ser assim.
  • A briga parou e eu fingi dormir quando Gael abriu a porta.
  • Gael deitou na cama e eu "acordei". Luan olhou pra mim meio que suplicando pra nao ficar a sos com Gael. De todos ele tinha mais medo dele.
  • Eu: Bil.
  • Bil: oi.
  • Eu: me ajuda.
  • Bil: com o que?
  • Eu: pega o Luan. Ele precisa comer algo.
  • Bil: joga qualquer coisa pra ele ai.
  • Eu: Gael precisa dormir. É melhor tirar Luan daqui.
  • Bil me ajuda.
  • Nao tinha nada pra comer.
  • Eu: vamo morrer de fome.
  • Bil: se esse imbecil nao colaborar. Eu vou ligar e pedi dinheiro espero que der certo.
  • Eu: Luan fala com eles.
  • Luan: nao tem como arrumar tanta grana de uma hora pra outra.
  • Eu: Bil negocia. É melhor menos que nada.
  • Bil: menos nao vai da pra eu ter meu proprio negocio.
  • Eu: isso vai da merda.
  • Bil: entao liga.
  • Eu: que?
  • Bil: negocia você.
  • Liguei e nao teve jeito. Nem eu entendia o porque eles nao queriam pagar. Pensei que o bem estar do Luan em primeiro lugar e quanto antes pagassem ninguem ia ficar sabendo. Se tudo fosse resolvido logo ele ate podia fazer o show hoje a noite.
  • Bil: a gente tem que esperar Gael acordar e assim ele vai atras de comida.
  • Aquele estresse e a fome tava fazendo todo mundo perder a cabeça.
  • O dia demorou a passar e a gente nao conseguiu chegar a lugar nenhum. Bil saiu pra procurar algo pra comer. Aproveitei pra conversar com Luan.
  • Eu: Luan pensei que tivesse amor a vida.
  • Luan: eu tambem me enganei sobre você.
  • Eu: Luan isso vai acabar em morte.
  • Luan: eu tambem nao entendo porque ninguem negocia. Alguem deve ta assessorando meus pais.
  • Eu: alguem ta querendo te matar isso sim.
  • Sem perceber olho pra ele com compaixao e preocupacao. Gael vê e nao gosta nada.
  • Gael: ta acostumadinha a ter um homem todo dia ne e ta se chegando pra esse dai pra fazer seu lado. Acha que vai enganar ele ate quando.
  • Eu: cê nao sabe que ta falando.
  • Gael: ela é minha cara. Ve isso.
  • Gael me puxa pelo cabelo e me joga na parede e me beija a força, eu tento empurrar ele. Ele olha nos meus olhos e ameaça Luan, aquilo me paraliza e ele segue beijando meu corpo provocando Luan, olho pra ele e ele virá o rosto.
  • Se Luan ainda tinha algum pensamento positivo depois disso tudo acabou. Agora ele devia ter nojo de mim. Nao sei mais ao certo o que passava na cabeça dele e apesar de realmente eu nao ser a mais puras das meninas eu nao queria que ele descobrisse tudo daquele jeito. Ainda mais que nao era bem aquilo, eu nao era uma viciada em sexo, nao queria tirar mais proveito dele e muito menos tenho algo com Gael. Antes que as coisas piorassem Bil chegou.
  • Bil: que pouca vergonha é essa?
  • Gael: ja que chegou. Fica com ele.
  • Gael ia me puxando pro quarto.
  • Eu: Eu to morrendo de fome. E ai Bil?
  • Bil ficou sem reaçao.
  • Gael: depois você come.
  • Bil percebeu no meu olhar que eu nao queria aquilo. Ele nao sabia se nao me contrariava ou Gael.
  • Gael tava muito agressivo e por isso Bil interviu.
  • Bil: é melhor todo mundo comer. Deixa isso pra outra hora.
  • Comemos um pão com quitute e um suco de caixa. Aquilo nao podia durar muito se nao iamos acabar matando uns aos outros.
  • Puxei Bil pra um canto.
  • Eu: sussega o Gael. Eu nao aguento mais ele.
  • Bil: guenta ai.
  • Eu: nao quero que ele trisque em mim.
  • Bil: você ta querendo briga.
  • Eu: ele ta querendo.
  • Bil: vou tentar.
  • Bil tinha razao, eu queria briga mesmo, queria que eles perdessem o foco, queria manter Gael longe.
  • Foi questao de tempo.
  • Mais um dia raiava e nada de negociaçao, Luan evitava me olhar e aquilo doia em mim, mas eu entendia ele.
  • Hoje tentei de novo uma negociaçao e fomos mais firmes, eles agora pareciam abertos a negociaçao, mas parecia que queriam ganhar tempo. Gael foi buscar comida dessa vez mas nao voltou com muita coisa.
  • Todos ja estavam impacientes e qualquer besteira era motivo de briga. Aticei um pouco de um e depois do outro e bingo...
  • Eu: ei. Agora é a hora.
  • Luan: que?
  • Eu: eu vou tirar você daqui. Eu sei que nao confia em mim mas é preciso.
  • Peguei uma arma e entreguei a Luan.
  • Eu: sabe usar isso?
  • Continuu

PRINCESA DE SAL - PARTE 5

  • Bil: to dizendo que essa grana vai ser so nossa e assim vai ser uma bolada pra cada.
  • Eu: ta. Mas continua.
  • Bil: ele vai vir aqui. Ninguem sabe quem é você entao nao vai ficar rastros.
  • RASTROS? aquela palavra me deu medo.
  • Bil: vamos levar ele.
  • Eu: cê ta falando em sequestro?
  • Bil: num é perfeito?
  • Eu: cê ta maluco. A gente nao tem experiencia nenhuma.
  • Gael: fala por você bebe.
  • Eu: isso vai da merda.
  • Bil: nao. A gente pensou em tudo. Quando ele chegar aqui. Você finge de boa menina e inventa uma historia pra levar ele pro local escolhido. De la a gente pede o resgate. Tenho certeza que vao pagar logo e a gente libera ele.
  • Eu: você fala como se fosse facil.
  • Gael: nem tenta voltar a tras. Ele ja vai vir.
  • Eu: eu posso ligar e dizer que nao venha.
  • Gael: nem se atreva.
  • Bil: se nao quiser participar tudo bem.
  • Estranhei a reaçao.
  • Bil: mas cê sabe demais. Cê vai junto e no fim... nao posso garantir nada.
  • Eu: co...como assim?
  • Gael: é um grande desperdicio mas...
  • Eu: vai me matar?
  • Bil: eu nao falei nada. Mas sabe como é.
  • Eu sabia que era so pressao, eles nao fariam isso comigo. Pensei em ligar pra ele escondido. Mas nao tinha como pegar meu celular. Pensei em tentar sair pela janela e esperar por ele la fora e impedir que entrasse. Mas acho que Bil e Gael liam meus pensamentos, nao deixou nem ir no banheiro.
  • Esperamos por horas, pensei que ele nao vinha mais e tava ate aliviada quando o celular toca.
  • Bil: ate que fim.
  • Eu: ja ta tarde.
  • Bil: ate melhor. Atende logo.
  • Eu: o que digo?
  • Bil: fala bem dengosa.
  • Peguei meu celular e me afastei um pouco.
  • Gael: a gente quer escutar.
  • Bil: poe no viva.
  • Eu: alô?
  • Luan: pensei que tava dormindo. Desculpa.
  • Eu: tinha perdido o celular aqui.
  • Luan: to chegando.
  • Tento ser fria mas não consigo.
  • Bil: nao inventa nenhuma gracinha.
  • Gael mostra a arma.
  • Eu: pra que isso?
  • Bil: é um sequestro de verdade. Achou que tava de bricadeira. Agora ajuda.
  • Eu: nao machuca ele.
  • Bil: é so colaborar. Deixa eu te explicar uma coisa. Nunca. Escuta bem. Nunca vai existir (seu nome) e Luan. Vocês sao diferentes. Ele só ia curtir um pouco com você. Agora pensa bem, você tem a oportunidade de ganhar uma bolada, sair do Brasil se quiser e recomeçar sua vida. Cê ainda é muito nova.
  • Eu: eu queria que fosse um pesadelo pra eu poder acordar. Eu nunca quis isso pra mim.
  • Gael: pode ser um pesadelo se nao colaborar só nao vai poder acordar.
  • A campainha tocou.
  • Na hora meu coraçao disparou, pensei em abrir a porta, empurrar Luan e correr. Mas lembrei que eles tavam armados e só podia piorar a situaçao, a unica forma de proteger o Luan era fingir. Fingir que tava na deles.
  • Eu: se escondam.
  • Abri a porta e ele ja veio todo carinhoso me abraçando. Chorei sem ele perceber.
  • Luan: nao vai me chamar pra entrar?
  • Eu: nao.
  • Ele franziu a testa. Alguem mexeu em algo la dentro.
  • Luan: que foi isso?
  • Ele foi entrando.
  • Eu: deve ser ratos.
  • Luan: confia em mim.
  • Fecho a porta. Ele ja tava ali mesmo nao tinha como sair dessa.
  • Eu: aqui nao da pra falar. Vem comigo pra outro lugar.
  • O plano era esse mas como Bil sabia que eu nao tinha fechado ele teve medo de dar tudo errado no meio do caminho.
  • Luan: vamo pra onde você achar melhor.
  • Bil aparece com a arma.
  • Bil: perdeu playboy.
  • Luan: que? (Seu nome) que brincadeira é essa?
  • Eu: nao é brincadeira. É um sequestro.
  • Abaixo a cabeça. Ele pega no meu braço.
  • Luan: olha pra mim. Diz que é mentira. Diz que ta sendo uma vitima.
  • Gael: cê caiu direitinho. Ela ta com a gente.
  • Luan: verdade?
  • Eu: nao vai acontecer nada com você.
  • Luan: eu num posso acreditar.
  • Bil: alguem sabe que cê ta aqui?
  • Luan: sabe.
  • Gael: mentira. Aposto que ninguem sabe. Agora fica calado.
  • Bil: vamo pro lugar certo e se nao quiser ficar machucado fica quietinho.
  • Gael: toma.
  • Me entregando uma arma. Eu já tinha pego em armas, mas eu nao ia usar uma arma no Luan.
  • Sabe o que era mais louco nisso tudo. Há pouco mais de 24 horas eu nem sabia quem era Luan Santana e agora eu me sentia responsavel pela vida e bem estar dele. Ele não so parecia, ele era especial. Em tao pouco tempo se preocupou comigo, cuidou de mim como ninguem antes e o que recebe em troca... se eu pudesse daria minha vida pra ele nao passar por isso. Mas o que vale minha vida? Nada. A unica coisa que passava na minha cabeça agora era ser fria e assim tudo terminaria logo e ele se livraria de todos. Inclusive de mim.
  • Bil: Gael você vai com a (seu nome) de escota.
  • Pensei em acabar com Gael e quando chegasse ao destino estaria apenas eu, Bil e Luan. Assim seriam 2 contra um e Bil nao teria chances.
  • Bil: a gente vai sair e você vai fingir ta de boa.
  • Luan: e se aparecer alguem?
  • Bil: ignora.
  • Luan foi levado e quando me vi só com Gael, ele foi mais esperto. Tomou minha arma, me amarrou e me vendou.
  • Eu: que isso? Pirou? Eu sou do grupo.
  • Gael: nao confio em você. Mulheres ja sao imprevisiveis e apaixonadas entao.
  • Eu: quem disse que eu to apaixonada?
  • Gael: se é paixao ou deslumbre nao sei, mas ta querendo bancar a heroina do vesgo la.
  • Eu: por que me deu a arma?
  • Gael: ele precisa ter certeza que foi traido.
  • Consegui seguir o raciocio dele, ele queria que Luan me odiasse, assim mesmo que eu quisesse ajuda-lo depois ele nao ia acreditar. Sozinha eu nao conseguiria livrar ele dessa.
  • Passamos muito tempo no carro, Gael topou o som e eu nao conseguia saber se estavamos na cidade ou outro lugar mais afastado. Eu nao escutava nada a nao ser aquela batida. Antes de entrar ele me desamarrou e me fez jurar ser boa menina se nao quem pagaria era o Luan. Ele sabia que eu nao me importaria se fisesse algo comigo, mas Luan era o ponto fraco.
  • Bil: so esperava vocês pra poder ligar.
  • Eu: cade ele?
  • Bil: ta no quarto.
  • Eu: ele pode fugir.
  • Bil: impossivel.
  • Gael: ja ta do nosso lado?
  • Eu: e tem outro jeito?
  • Bil: ela pensou na grana. Eu sabia que ia mudar de ideia.
  • Ele abriu a porta e o vi caido no chao. Me senti arrasada, pensei que tivesse machucado, porem Bil tinha dopado ele. Queria colocar ele na cama, cuidar dele. Ele ja tava sofrendo por ser um sequestro nao precisava ser tratado daquele jeito. Eu precisava ser inteligente pra eles nao desconfiarem de nada, mas tambem precisava cuidar mais dele.
  • Eu: desse jeito a gente nao vai ganhar muita coisa. A gente tem que devolver ele intacto.
  • Bil: ele precisa ficar bem assustado pra convencer a familia a soltar toda a grana.
  • Eu: quanto vai pedir?
  • Gael: 15 milhoes.
  • Eu: que?
  • Bil: sabe, acho que é pouco.
  • Eu: pouco?
  • Bil: 30. Ele ganha isso num mes.
  • Gael: entao bora pedir mais.
  • Eu: nao é bem assim. O show dele pode lucrar muito , mas tem gastos, investimentos, pagamento do pessoal. Ele nao embolsa tudo.
  • Bil: entao 20. 10 pra mim e 5 pra cada um de vocês.
  • Gael: nao. Tem que rachar por igual.
  • Bil: entao os 30.
  • Gael: é, pede 30 pode ser que queiram negociar.
  • Pessoas e dinheiro isso nao era novidade pra mim, mas o jeito frio que tratavam sobre ele me enojava. Eu nao queria um real daquilo.
  • Bil: agora acorda ele pra ele ligar.
  • Eu: e se... nao derem o que querem?
  • Bil: ele é a mina de ouro deles sem ele nada mais existe, acha mesmo que vao perder a mina de ouro?
  • Eu: mas pode ser que não tenham essa grana toda com eles.
  • Gael: a gente fica com ele ate conseguirem.
  • Eu: quanto mais tempo demorar mas chances a policia vai ter pra encontrar a gente.
  • Gael: se tudo der errado e a policia pintar aqui eu mato esse playboy. Ele ja nao me desse.
  • Eu: pra que tudo isso?
  • Bil: nao percebeu? Ele ta com ciume de você. - rir - sw eu fosse você nao contrariava um drogado ciumento.
  • Continuuua

PRINCESA DE SAL - PARTE 4

  • Gael: até que fim. Pensei que ele tinha te sequestrado – deu uma risada ironica – e ai conseguiu?
  • Eu: não. Ele não é tao bobo como pensa.
  • Gael: ou você que não é tao boa quanto pensei. Que droga.
  • Eu: to cansada. Vou dormir.
  • Gael: dorme mesmo porque já que não descolou nada com ele hoje tem que ralar em dobro.
  • Ele me tratava como se fosse meu cafetão. Eu não queria mais aquilo. Mas depois de Luan agora não queria mais o Carlos. Depois que você conhece o melhor da vida o mais ou menos não tem mais graça.
  • Passei o resto do dia trancada no quarto. Eu precisava pensar bem no meu proximo passo. Fiquei colada no celular esperando a ligaçao de Luan.
  • Eu tava iludida pensando em me aproximar de Luan e depois falar a verdade, ele parecia tao especial, poderia não ficar comigo mas poderia me ajudar a sair dessa.
  • Mas nada do celular tocar. Gael não ia perdoar eu ficar em casa.
  • Gael: e ai? Vai assim? Animo!
  • Eu: eu tava pensando...
  • Gael: cê anda pensando demais.
  • Eu: eu nao vim pra cá pra você mandar em mim, somos parceiros nao?
  • Gael: sou seu mestre, tem que me obedecer, você é muito nova e se perde com facilidade, um dia vai me agradecer.
  • Eu: nao sei nao.
  • Meu celular toca e eu corro pra atender longe.
  • Eu: alô?
  • Luan: oi. Ta bem?
  • Eu: tô. Pensei que nao fosse mais ligar.
  • Gael: quem é?
  • Luan: quem ta ai?
  • Penso: e agora?
  • Gael: é o Luan?
  • Eu: num é ninguem.
  • Gael: entao desliga e vai se arrumar.
  • Eu: desculpa nao posso falar agora. - falo pra Luan, indo em direçao a meu quarto.
  • Luan: que ta acontecendo?
  • Eu: ja falei. Agora nao.
  • Luan: é seu namorado?
  • Eu: nao. Ninguem que mereça sua atençao.
  • Luan: me liga assim que puder.
  • Eu: ta. Beijos
  • Luan: beijos.
  • Mal desliguei e Gael só faltou derrubar minha porta.
  • Eu: que foi? Nao quer que eu me arrume?
  • Gael: que anda escondendo de mim? O que ta planejando?
  • Eu: nada. To me arrumando.
  • Quando sai do quarto eu tava com medo da reaçao de Gael, mas tinha uma surpresa pra mim.
  • Eu: Bil? O que cê ta fazendo aqui?
  • Bil com ar de deboche rir da minha cara. Olho pra Gael que tambem ria.
  • Eu: que que ta acontecendo?
  • Gael: parece ser tao forte, idependente, mas é tao bobinha.
  • Eu: vocês se conhecem de onde?
  • Bil: eu disse que quando a barra apertasse eu estaria ao seu lado.
  • Eu: mas...
  • Bil: acha mesmo que so aqueles pequenos golpes ia manter essa casa, esse luxo?
  • Eu: ta falando que...
  • Gael: quem ta por traz de tudo isso é o Bil.
  • Bil: calma ai. Sou so um peixe grande o tubarao mesmo é outro. Eu: eu to fora dessa.
  • Gael: tarde demais.
  • Bil: cê ta querendo da uma de esperta. E agora que acha que conquistou alguem que pode te dar outra vida quer pular fora.
  • Eu: eu nunca soube de nada. Por isso anda tao agressivo. Ta se drogando ne idiota.
  • Gael: olha como fala comigo.
  • Bil: nao é hora de brigarem. A gente tem um grande plano que vai da uma boa vida pra gente. Depois dessa cê faz o que quiser mas antes disso nao.
  • Eu: nao quero.
  • Bil: olha eu sempre te protegi menina em memoria do meu irmao, mas nao se mete a entendida nao.
  • Eu: seu irmao morreu por sua causa. E eu nao quero o mesmo pra mim.
  • Bil: você ja ta mais enrascada que pensa.
  • Eu: do que ta falando?
  • Bil: acha mesmo que cê ia fazer aquele trabalhinho e eu ia deixar passar. Tenho como colocar você na roda. Tenho provas de sua participacao.
  • Eu: so foi uma vez e sou de menor.
  • Bil: ate semana que vem. Pensa que nao lembro do seu aniversario? Quem foi que arrumou tudo pra aquela festa de 15 anos?
  • Eu: nao me lembra desse dia.
  • Bil: eu sei que conseguiu o numero do Luan, ele ligou pra você.
  • Eu: deixa ele fora dessa.
  • Bil: ele é nossa mina de ouro.
  • Eu: eu nao tenho nada com ele.
  • Gael corre pro meu quarto e pega meu celular.
  • Gael: e se eu ligar pra esse numero e ele atender?
  • Eu: deixa quieto Gael.
  • Gael: entao é ele mesmo ne?
  • Eu: nao.
  • Ele liga e coloca no viva voz.
  • Eu: Gael me da esse celular.
  • Eu tava rezando pra ele nao atender.
  • Eu: Gael por favor.
  • Gael: ta apaixonadinha? Quer proteger ele?
  • Luan: alô? (Seu nome) tava preocupado.
  • Fico paralizada. Bil pega forte no meu braço e sussurra.
  • Bil: boa garota. Agora faz ele ficar ainda mais preocupado. Diz que ta mal e precisa falar com ele pessoalmente.
  • Balanço a cabeça que nao.
  • Luan: alô? Ta ai?
  • Gael ria sem emitir som e Bil prendia ainda mais meu braço me fazendo soltar um choro.
  • Luan: que ta acontecendo?
  • Bil: desliga!
  • Gael obedece.
  • Bil: a gente nao ta de brincadeira.
  • Luan preocupado retorna a ligaçao.
  • Bil: você escolhe ou você ajuda e as coisas vao ser mais simples ou você se ferra junto com ele. Ele ja prendeu a isca. Eu nao vou deixar passar.
  • Gael: se fosse você aceitava logo.
  • Eu: que plano é esse?
  • O celular chama ate o fim e eu nao atendo, fazendo ele ligar de novo.
  • Bil: atende o celular e fala o que te disse.
  • Eu: ainda nao sei o que quer.
  • Bil: so siga as instruçoes. Atraia ele ate aqui. Nada mais que isso.
  • Eu: mas...
  • Bil: atende logo.
  • Eu: oi.
  • Luan: que ta acontecendo?
  • Fico calada pensando no que dizer mas a fisionomia de Bil na minha frente me fazia tremer.
  • Luan: (seu nome)?
  • Eu: eu nao to bem. - começo a chorar o que facilita o lado de Bil.
  • Luan: me explica o que ta acontecendo.
  • Eu: nao posso.
  • Luan: e se a gente se ver.
  • Eu: nao.
  • Bil sussurra: coloca no viva voz.
  • Ele tava desconfiando e nem pude fazer nada.
  • Luan: eu viajo amanha. Se mudar de ideia.
  • Bil sussurra: marca logo. Aqui. Hoje.
  • Gael: hoje? Mas...
  • Bil: shiiii.
  • Luan: cê ta com alguem?
  • Eu: é a tv. Nao queria me sentir só.
  • Luan: entao. Vamo se ver.
  • Fecho os olhos como se assim nao pudesse ver as burradas que eu ia fazer e assim me sentisse menos culpada.
  • Eu: cê pode vir aqui?
  • Luan: onde ce ta?
  • Eu: em casa. - Passo o endereço. - nao é um condominio de luxo.
  • Luan: nao ligo pra isso.
  • Bil sussurra: sem segurança.
  • Eu: nao precisa vir se nao quiser ou puder.
  • Bil puxa meu cabelo.
  • Eu: aaai.
  • Luan: que foi?
  • Eu: nada.
  • Luan: ta sentindo algo?
  • Muita coisa, quis responder mas nao deu.
  • Luan: faz assim daqui umas meia hora vou ter um compromisso mas saindo de la vou prai.
  • Eu: ta. Fica com Deus.
  • Queria que Deus prendesse ele naquele compromisso.
  • Ele se despediu e eu queria apenas matar Bil e Gael.
  • Eu: agora me explica tudo.
  • Bil: resolveu colaborar?
  • Eu: vi que to sem saida.
  • Bil: o plano é o seguinte. Ninguem aqui que ser mandando pra sempre ne, mas pra ter uma vida livre precisa de grana.
  • Eu: fala logo.
  • Bil: o plano so é meu, do Gael e seu.
  • Eu: meu mesmo nao. Me meti nessa sem querer.
  • Continuuua

PRINCESA DE SAL - PARTE 3

  • Eu pensei que ele estava satisfeito. Eu estava exausta. Mas ele pegou me beijou e disse que a noite era uma criança.
  • Luan: ta cansadinha é? Vem, vou te dar banho.
  • Foi no banho... ele me fez relaxar, me sentir desejada, ate amada. E ali rolou o que eu poderia dizer que foi minha primeira vez. Foi só prazer, eu nem pensava em nada a nao ser nele e aquelas caricias. Ao mesmo tempo que nossos corpos deslizavam, eles se encaixavam super bem.
  • Quando tudo terminou ficamos ali deitados dentro da banheira, olhei pra ele ainda ofegante e sorri e ele me retribuiu. Ficamos em silencio curtindo o momento.
  • O mundo tinha parado e eu não sabia, se era pra eu descer e continuar na vida de antes eu nao queria mais. Bem que dizem que a gente se acostuma facil com coisas boas. Nao foi preciso nem 24 horas pra eu querer aquela vida pra sempre. E sem perceber minha emoçao começou a transparecer.
  • Luan: que foi?
  • Eu: ah?
  • Parece que eu despertei de um transe. Ai que deu vontade de chorar mas rapido eu segurei tudo.
  • Eu: deu uma fome. Sera que servem alguma coisa aqui uma hora dessas?
  • Luan: ta tudo bem mesmo?
  • Eu: você é sempre assim? Preocupado?
  • Luan: é que tem horas que cê parece ta bem e outro momento parece... nem sei como dizer.
  • Eu: eu to bem. Vai por mim. Agora arruma alguma coisa pra gente.
  • Luan: vontade de que?
  • Eu: pizza.
  • Luan: boa pedida. Acho que aqui nao serve nao. Mas sei uma pizzaria que deve ta aberta.
  • Ele toma um banho rapido e vai pedir e eu fico la pensando no proximo passo.
  • Ele parecia um cara tao legal. O que será que Gael tava planejando pra ele? Mas isso nao era da minha conta. O que importava era que tudo tava prestes acabar.
  • Sai daquele banheiro decidida a seguir o plano de Gael e assim que tudo terminasse eu ia viver com o Carlos. Luan nunca que ia ter interesse de verdade em mim, principalmente quando souber que nao passo de uma "biscate".
  • Luan: a pizza já vem.
  • Eu: to indo.
  • Luan: toma, veste minha camisa.
  • Era aquilo mesmo? Ele pensava em dormir ali? Peguei sem questionar.
  • Luan: combinou com você.
  • Eu: faltou só um cintinho pra ser um vestido.
  • Luan: meio curto né?
  • Eu: com ciumes?
  • Luan: claro que não.
  • Eu: até porque não faz sentido.
  • Luan: me fala um pouco de você.
  • Eu: nada interessante. Me fala de você.
  • Luan: nada demais.
  • Começamos a rir.
  • Eu: tá se acha sua vida nada demais a minha é o que então?
  • Luan: a minha você pode saber na internet.
  • Eu: nem sempre tudo que sai é verdade.
  • Luan: que bom que pensa assim.
  • Eu: mas já que não quer falar, vamos deixar as nossas vidas fora daqui. Tá tudo indo tão bem.
  • Luan: perfeito.
  • Eu: que tá passando na TV.
  • Liguei só pra quebrar o gelo, mas esqueci que estavamos num motel e só passava filme porno. Olhei pra ele meio sem graça e ele começou a rir.
  • Luan: improprio pra menores.
  • Eu: como sabe que sou de menor?
  • Luan: é? Eu não sabia. Muié quer que eu entre numa fria.
  • Eu: relaxa. Identidade falsa.
  • Luan: tem quantos anos?
  • Eu: a vida fora daqui. Lembra?
  • Luan: tudo bem. Mas é perto de 18 né?
  • Caio na gargalhada com a carinha dele.
  • Luan: não?
  • Ele pareceu ficar bem preocupado.
  • Eu: tava brincando. Já sou de maior.
  • Luan: sei.
  • Eu: e ai vamo assistir e se inspirar?
  • Luan: não preciso, ainda mais com você.
  • Eu: isso tem razão.
  • Eu achava engraçado aqueles filmes. Eles não sentem prazer algum e passam estar na maior diversão. Acho que mesmo sem precisar aquilo aguçou os instintos de Luan, ele me olhava como um leão faminto.
  • Eu: não acredito. Cê num cansa?
  • Luan: canso, mas... parece que o mundo vai acabar quando o sol chegar e eu quero aproveitar cada instante.
  • Era isso mesmo que ia acontecer. Eu iria embora e nunca mais iriamos nos encontrar. Ou pelo menos era o que deveria acontecer. Seria melhor pra os dois.
  • Ele tava sentado na cama e eu ainda em pé, fui me aproximando, sentando em cima dele, fazendo ele deitar.
  • Eu: então vamos aproveitar ao máximo. Se o mundo acabar amanhã quero ter a sensação que dei o melhor e vivi o melhor da vida ate o ultimo instante.
  • Eu o beijei e ele desabotoava os botões da minha camisa. Não faltava muito pra o sol raiar.
  • Éramos como dois namorados em sua primeira noite, com muita intimidade, desejo, mas também carinho. Ficamos nos beijos e caricias a descobrir cada pedacinho do corpo do outro. Eu estava totalmente despida e ele com a cueca box, quando o som do telefone nos assustou. Era a pizza.
  • Aquela coca cola bem gelada e a pizza na medida certa. Caimos de boca. Já estavamos cansados e agora de barriga cheia, não resistimos ao sono e dormimos. Dormi com o corpo dele aquecendo o meu, uma das melhores sensações da minha vida.
  • Quando acordei forcei meus olhos a fecharem novamente, não queria ter que ir e enfrentar minha realidade. Queria continuar naquele quarto, com aquele homem, não importava se só comeriamos pizza ou caviar, não me importava a conta bancaria dele, nem sua fama, o que eu queria era apenas aquele misto de desejo e sedução, aquele carinho e respeito, aquele jeito doce e sexy só pra mim.
  • Mas ele despertou... nem mesmo o rostinho inchado e o cabelo despenteado fez ele ficar menos atrativo, ele era bonito de qualquer jeito porque a beleza dele vinha de dentro.
  • Ele me olhava sem saber ou ate mesmo sem ter o que falar. Olhei pra ele e com um gesto sutil disse que sabia que chegou a hora do adeus. Me vesti enquanto ele foi ao banheiro, ele saiu e eu ia entrar, nesse esbarrar, nossos olhos se cruzaram e senti como se gritassem por ajuda, não queriam aquela despedida. Na verdade pra eles aquele momento era como o primeiro encontro, o primeiro encontro com a verdade, não era aquele cara sexy da boate nem aquela mulher fatal, eram dois desconhecidos que passaram os melhores momentos de sua vida juntos e mesmo assim a única certeza que tinham eram o nome um do outro e a despedida daqui a alguns instantes.
  • Passei mais tempo do que era preciso no banheiro. Escutei ele chamando dois taxis. É, agora era o momento de acordar. Sabia que ia ser assim, não entendia porque tava tão mexida. Queria abraça-lo e pedir pra ficar. Queria dizer que tudo pode não ter sido apenas uma curtição e sim o começo de uma história. Mas eu não tinha chances. O que eu tinha pra oferecer a ele?
  • Luan: o taxi já deve tá chegando, me diz teu numero.
  • Senti meu coração disparar, senti vontade de gritar, sorrir, comemorar. ,porém minha boca não falava por mim.
  • Eu: melhor não.
  • Acho que fui racional. O meu contato. Aquele era o passo que Gael pediu pra eu conquistar. Gael pensou que eu poderia lucrar mais do que em uma noite, deveria conquistar Luan pra na hora de partir ele pedir meu contato e foi o que aconteceu, mas eu não sabia o resto do plano e vindo de Gael não era boa coisa, acho que quis proteger Luan.
  • Luan: quero saber como cê tá. Se não o numero, alguma rede social.
  • E agora o que fazer? O que dizer?
  • Luan: sabe onde me encontrar, vou esperar seu contato.
  • Sabia que não seria facil falar com ele pelas redes sociais e não queria que tudo terminasse assim. E se eu não contasse nada pra Gael?
  • Eu: anota ai.
  • Ele deu um sorriso de vitoria. Eu já me encontrava perdida, meus pensamentos agora não eram mais meus, pertenciam a ele. Mal o conheci, mal me despedi e já sentia que minha vida tava nas mãos dele.
  • Luan: o taxi chegou. Assim que der eu ligo.
  • Ele segurou meu rosto e me beijou. Ele saiu me deixando ainda de olhos fechados a sonhar com o paraiso pra onde me transportei ao sentir aquele beijo.
  • O meu taxi buzinou e eu também fui pra casa.
  • Continuuuua

PRINCESA DE SAL - PARTE 2

  • Chega uma hora que as coisas cansam.
  • Gael: ainda assim? Ta tarde, vamos.
  • Eu: to morrendo de colica. Hoje nao rola.
  • Gael: ta pensando o que? O que sustenta essa sua vida boa sao esses golpes e esses coras que cê reclama tanto. Antes de pensar em frescuras pense se você queria trabalhar ate se matar e viver so pagando contas sem grana pra nada.
  • Eu: ta, ta Gael. Mas hoje nao rola. Vai logo e ve se lucra por nos dois.
  • Gael saiu e fiquei pensando no que ele me disse. Nao sei se era a TPM mas comecei a chorar, me sentia uma prostituta. Pensei bem e... acho que era isso que eu tava me tornando. Nunca quis trabalhar no comercio, muito menos na casa de alguem mas eram empregos dignos. Mas tambem o que sei sobre dignidade, eles nunca me ensinaram nada disso, me fazia pedir dinheiro e ate furtar aquelas senhorinhas que tinham pena de mim. Os caras das mercearias la dos bairros nem podiam me ver que ja sabia que eu ia levar algo ou fazer com que alguem levasse algo pra mim. Ela nao é uma mae. Me dizia que com aquele rostinho de anjo eu poderia conseguir tudo sem nenhum esforço e quando chegava em casa sem nada... e aquele verme... preferi nem pensar mais naquilo. Nem sei porque desencavei aquele passado.
  • Nao devo me sentir culpada, eles querem diversao e eu tambem, se no fim da noite terminam com uns a menos na carteira é porque vacilaram. Quando uma novinha ia ficar com uns veios daquele sem ser por interesse?
  • ...
  • No outro dia não tive como fugir, Gael so faltou me puxar pelos cabelos. Que ele acha que é meu? Meu dono?
  • Essa noite foi diferente. Um cara meia idade bem bonito me chamou atençao. Ele nao parecia ser o mais rico dali mas eu merecia pelo menos um que me interessasse. Ficamos a noite toda, fomos pro apartamento dele. Que luxo! Eu poderia tirar muita coisa dali mas ele fez uma proposta que me surpreendeu. E ate me deixou tentada. O nome dele é Carlos. Ele é empresario, casado, com filhos. Parece uma vida muito boa e estruturada.
  • Carlos: eu ja te vi outras vezes e sei qual é a sua. Você é muito bonita e novinha, essa vida nao vai te levar a canto nenhum. Eu sou muito mulherengo, mas to pensando em me aquetar. Ta vendo esse apartamento? Ele pode ser nosso refugio. Você pode morar aqui. Uma vida de princesa mas vai ter minhas regras.
  • Ele foi bem direto, eu nao esperava por aquilo.
  • Eu: eu...eu... eu nunca pensei nisso, nunca me vi numa situacao dessas. Eu preciso pensar.
  • Carlos: olhava pra voce e via um mulherao e ontem a noite vi que potencia tem esse monumento, porem hoje vejo como é uma menina perdida e fragil. Você nunca programou nada em sua vida, apenas viveu ne?
  • Eu tava era assustada, ele parecia me analizar e se ele fosse um louco que me mantesse presa nesse apartamento e se nao me deixasse mais ir nas baladas...
  • Carlos: faz assim vai pra casa. Pensa em tudo. Daqui a dois dias a gente se ve na mesma balada.
  • Eu teria tempo suficiente de pensar, conversar com Gael e ver se achava algo mais sobre esse Carlos. Apesar de ser uma novidade pra mim parecia uma boa proposta.
  • Eu: a gente se vê.
  • Carlos: nao esquece a vida nao nos presenteia todos os dias e essa fase de novinha baladeira vai log acabar e você vai ter que arrumar outra forma pra se sustentar. Ate imagino qual.
  • Eu queria correr dali. Parecia ate um pai falando.
  • Pai, como se eu soubesse o que era ter um pai.
  • Nao parei de pensar nas palavras dele.
  • Gael: cade descolou uma boa ontem?
  • Depois de tanta conversa acabei saindo sem nenhum do apartamento de Carlos. Falei tudo pra Gael e ele quase bate em mim. Ele andava tao diferente, mais agressivo, eu precisava sair dali. Talvez a proposta de Carlos fosse a minha melhor saida.
  • Dei meu melhor no produçao, make de diva. Hoje eu precisava de grana.
  • Quando cheguei na boate e procurei meu alvo eu vi um homem lindo olhando pra mim, mas ele era muito novo nao iria da o que eu precisava naquela noite.
  • Procurei outro mas sentia que o olhar dele me seguia. Gael chegou na minha frente como um louco me arrastou discretamente pro canto.
  • Gael: tirou sorte grande. Tenho um plano. Ja tinha pensado nisso mas nao tinha achado o babaca certo, mas esse é perfeito.
  • Eu: do que ta falando?
  • Gael: ja ouviu falar em Luan Santana?
  • Eu: por alto.
  • Gael: ele ta de olho em você.
  • Eu: aquele novinho, gato!?!
  • Gael: aquele vesguinho, almofadinha.
  • Eu: nao é o mesmo que to falando. O que vi é um gato de camisa branca, calça jeans, barba bem feita mas carinha de bebe..
  • Gael: é, é... é esse ai mesmo. Ele é muito famoso, uma mina nas maos. Cê vai fazer o seguinte...
  • Ele me conta parte do plano dele.
  • Eu: tem certeza que vai dar certo?
  • Gael: se fizer como falei vai sim.
  • O que eu tinha a perder? Nada! E ele é tao gato, nunca mais tinha ficado com um carinha assim, na verdade um tao lindo eu nunca tinha pegado.
  • Parecia que era minha primeira vez, fui pra pista de dança pra seduzir ele mas senti a respiraçao ficar ofegante, tive medo de algo dar errado.
  • Ele veio em minha direçao e senti a boca ficar seca, nao.seria apenas uma encenaçao, eu tava realmente envolvida por aquele momento. Nao era porque ele era famoso, mas sei la... ele era um misto de beleza fofa com um jeito sexy.
  • Luan: oi. Prazer!
  • Eu: oi.
  • Luan: posso dançar essa com você?
  • Eu: quantas você quiser.
  • Luan: ta nervosa?
  • Parece que ele tinha lido todo o plano na minha testa ai foi que fiquei branca, comecei a suar e quis sair correndo dali.
  • Luan: ta bem?
  • Eu: to.
  • Passei o braço nele e comecei a dançar. Ele nao entendeu nada, mas deu uma chegada encaixando melhor meu corpo. A gente se encaixou muito bem, ele falava em meu ouvido e aquele perfume me deixava louca. A barba dele.roçando em mim. Eu queria logo que ele me beijasse e me levasse com ele. Eu nao sabia ate quando eu ia me segurar e ate onde eu ia conseguir levar aquele plano. Eu nunca tinha me sentindo assim.
  • Fechei os olhos por um segundo pra pensar nas dificuldades e oportunidades da vida. Eu tinha que focar. Aproveitar esse gatinho mas fazer de tudo pra o plano der certo.
  • Luan: ta sempre por aqui?
  • Eu: não... Sim... As vezes.
  • Luan: que foi que ta tao tensa?
  • Eu: cê nem me conhece.
  • Luan: mas da pra sentir que ta nervosa.
  • Eu: sabe que é...
  • Luan: cê é minha fã?
  • Na hora fiquei sem saber se ele iria gostar se eu fosse fã.
  • Eu: né que seja fã, mas to meio sem acreditar que você se interessou por mim. Que dizer ne que se interessou, nao to falando em coisa seria. Ai...to enrolada.
  • Luan acha engraçado. Ai que me perco toda. Queria enfiar a cara num buraco, entao encosto no peito dele.
  • Luan: num fica assim. Quer sair daqui?
  • Balanço a cabeça que sim.
  • Ele passa a mao em minha cintura e me leva pra pegar um taxi.
  • Quando falou sair dali, pensei em outro lugar da boate e nao da cidade.
  • Luan: num é pra ficar mais nervosa nao viu muie?
  • Eu: você lê pensamentos? Eu queria que fosse inesquecivel e acho que por isso fiquei tao perdida. Desculpa.
  • Aquele misto de mulher sedutora e menina assustada era a mistura perfeita pra conquistar o Luan.
  • Luan: vai ser inesquecivel.
  • Ele passa a mao no meu cabelo e quando olho pra ele ja nao era mais a menina e sim só eu, aquela que eu conhecia e dominava bem. Dei uma olhada penetrante e mordi levemente meus labios, passei a mao no cabelo dele e desci ate a nuca, onde peguei com gosto, inclinei um pouco a cabeça e fui de encontro aos labios dele.
  • Bingo... ele tava na minha. Ele tinha uma pegada tao perfeita que a todo tempo eu tinha que me lembrar que nao era pra me envolver.
  • Luan: eita que essa gatinha tava manhosa e virou uma tigresa hein.
  • Eu: você despertou meus instintos.
  • Eu fui me levantando e ele me puxou pelo braço.
  • Luan: vai onde?
  • Eu: tomar um banho, me arrumar..
  • Luan: quem disse que acabou?
  • Ele me olha de um jeito safado que eu nao esperava.
  • Continuuua

Quero mais chat princesa de sal
carolmorgana

hj eu posto :D


continuaaaaa
breathesantana

vou cont ;x

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